Este ramo lida com uma vasta gama de temas, incluindo a legislação sobre o Sistema Financeiro Nacional (SFN), as regras emanadas pelo Banco Central do Brasil (BACEN) e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), e a regulamentação de produtos e serviços bancários. Institutos como o contrato de mútuo, a abertura de crédito, o desconto de títulos, a alienação fiduciária em garantia e o leasing são centrais para o Direito Bancário. Além disso, ele abrange as regras de compliance, combate à lavagem de dinheiro, prevenção de fraudes e as normas de proteção e defesa do consumidor bancário, exigindo transparência e boa-fé nas relações contratuais.
Em resumo, o Direito Bancário é essencial para a manutenção da ordem econômica e da confiança no mercado. Ele estabelece o equilíbrio delicado entre a liberdade de atuação das instituições financeiras e a necessidade de controle público para evitar crises sistêmicas. Ao definir as responsabilidades, os limites operacionais e os mecanismos de resolução de conflitos, ele confere segurança jurídica às transações financeiras, sendo indispensável para o fluxo de capital, o investimento e o desenvolvimento econômico do país.