Este ramo lida com temas essenciais para a democracia e o funcionamento do Estado de Direito. Entre seus objetos de estudo estão a teoria da Constituição (sua origem, classificação e aplicação), a teoria dos direitos fundamentais (direitos individuais, sociais, políticos e difusos), o controle de constitucionalidade (mecanismos de defesa da Constituição, como Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI e Ação Declaratória de Constitucionalidade – ADC), e a organização dos Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). O Direito Constitucional não apenas descreve o poder, mas o limita, impedindo abusos e garantindo que o poder emane e seja exercido em nome do povo.
Em síntese, o Direito Constitucional é o mapa genético da nação. Ele materializa o pacto social e define a identidade jurídica de um país. Ao assegurar um rol de direitos inalienáveis e ao criar as regras do jogo democrático, ele é o principal instrumento de proteção do indivíduo contra a arbitrariedade estatal e a garantia de uma sociedade justa, livre e solidária. Seu estudo é vital para a compreensão de todos os outros ramos do direito, que devem necessariamente se conformar aos ditames e princípios estabelecidos na Carta Magna.