Este ramo lida com institutos cruciais como o Registro de Imóveis, que é o mecanismo legal que confere publicidade, autenticidade e eficácia erga omnes (contra todos) aos direitos reais, garantindo a validade da transferência da propriedade. Além disso, o Direito Imobiliário engloba o direito de vizinhança, as questões de condomínio, o parcelamento do solo (loteamento e desmembramento) e a incorporação imobiliária. A complexidade do tema exige a constante interação com outras áreas, como o Direito Civil (Direito das Coisas e Contratos), o Direito Urbanístico (zoneamento e planos diretores) e o Direito Tributário (ITBI, IPTU).
Em suma, o Direito Imobiliário é essencial para a organização da vida em sociedade e para o mercado econômico. Ele estabelece as regras para que a propriedade cumpra sua função social, definindo limites e deveres para o proprietário em relação ao uso do bem. Ao regulamentar minuciosamente a formalização das transações e a publicidade dos direitos, ele protege tanto o adquirente de boa-fé quanto o mercado de crédito, sendo uma área de atuação fundamental para advogados, notários, registradores e investidores.