A essência do Direito Processual Penal moderno reside na proteção das garantias fundamentais do acusado, em especial a presunção de inocência, o contraditório e a ampla defesa, todos previstos na Constituição Federal. Ele regulamenta a colheita de provas (testemunhal, pericial, documental), os atos de investigação (inquérito policial), as medidas cautelares (prisão preventiva, busca e apreensão) e, crucialmente, o rito processual que deve ser rigorosamente observado para que a decisão judicial seja válida. O Código de Processo Penal (CPP) é a lei central dessa disciplina, mas deve ser interpretado em conformidade com o texto constitucional.
Em resumo, o Direito Processual Penal é o instrumento de controle e legitimação da atuação punitiva estatal. Ele assegura que ninguém seja privado de sua liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal, funcionando como uma barreira contra o arbítrio e a violência institucional. Ao impor regras estritas à atuação policial e judicial, ele busca a descoberta da verdade processual dentro de um sistema de garantias, sendo indispensável para a manutenção do Estado Democrático de Direito e da proteção dos direitos humanos.