A principal função deste ramo do direito é definir quem são os legítimos sucessores, qual a ordem de preferência para a herança (sucessão legítima) e como deve ser executada a última vontade do falecido, caso ele tenha deixado um testamento (sucessão testamentária). O Direito das Sucessões detalha o processo de inventário e partilha dos bens, que pode ser judicial ou extrajudicial, visando a correta avaliação do patrimônio e sua distribuição proporcional entre os herdeiros, respeitando a parte da herança que a lei reserva a herdeiros necessários (legítima) e a parte que o falecido podia dispor livremente (disponível).
Assim, o Direito das Sucessões atua como um mecanismo de paz social e segurança jurídica, prevenindo conflitos e garantindo que a riqueza acumulada seja redistribuída conforme critérios legais e, em parte, pela manifestação de vontade do de cujus. Ele abrange conceitos cruciais como a vocação hereditária, a aceitação e renúncia da herança, a capacidade para suceder e os diferentes tipos de sucessão, sendo um campo complexo e fundamental para a estabilidade das relações familiares e patrimoniais na sociedade.